Eu precisei sentir a pele grudar na alma para admitir que esta também me doía. Desejava não me lembrar mas, aquele dia nunca me esqueceu. Eu senti o fardo do céu sobre mim e o chão sob meus pés, me esmagando. Minha doença estendeu-se pela terra; pelo que eu já não via graça nela. Não ter consciência de nada ainda me seria muito. Eu tentava entrar no mar, e ele se afastava. Pensei «Se fosse há 17 anos atrás...». Mas eu sempre teria 17 anos a mais.
20/11/09
20/11/2009
Eu precisei sentir a pele grudar na alma para admitir que esta também me doía. Desejava não me lembrar mas, aquele dia nunca me esqueceu. Eu senti o fardo do céu sobre mim e o chão sob meus pés, me esmagando. Minha doença estendeu-se pela terra; pelo que eu já não via graça nela. Não ter consciência de nada ainda me seria muito. Eu tentava entrar no mar, e ele se afastava. Pensei «Se fosse há 17 anos atrás...». Mas eu sempre teria 17 anos a mais.
06/11/09
06/11/2009
Sou da época da pena e do tinteiro. O que outrora não consegui escrever, não consigo escrever agora. Presenciei grandes guerras e desastres naturais; drásticas epidemias e avanços da tecnologia. Andei tanto a cavalo como nessas carroças motorizadas e, às vezes até vejo velozes pássaros mecânicos pelo céu. Não sei quanto mais tempo tenho para gastar papel, pelo que o meu tempo não é totalmente meu. Tento escrever no prazo que me resta. Já rezei ao santíssimo que me concedesse o dom dos poetas, mesmo sendo tão religiosa quanto a caneta que tenho entre os dedos. Não me interessa! Penso que escrevo melhor que o próprio deus dos exércitos. Oh, minha vez eu espero. Já ouvi coisas que ditas num momento não tiveram repercussão mas, que causaram impacto quando ditas no momento certo.
02/11/09
02/10/2009
Ah, posso dizer-vos. Eu bem a conheço, pois que já fui seu cocheiro. Jovem amargurada… Lamenta a vida de que é privada. «De que serve uma janela fechada?» Perguntara-me ela, longe dos olhares do Pai. Vive motivada unicamente pelo medo da morte; tem gravado as horas como se fossem versículos. Que o desígnio cumpra a profecia da sua sorte!
01/11/09
01/11/2009
24/10/09
24/10/2009
Enfrentar não me fez superar.
Ignorar tampouco.
Apetece-me falar norueguês. Mas eu não sei!
Enfim… Me arranja um cigarro?
Camila O.
http://www.youtube.com/watch?v=pESUoaJ4iHk
22/10/09
22/10/2009
21/10/09
21/10/2009
Não temos controle sobre os nossos pensamentos? Sentimentos? Eu pelo menos penso que não tenho. É como gostar de sorvete de morango ou de chocolate. Não se escolhe!
Uma vez li que as experiências e o ambiente têm influência sobre a personalidade, caráter, índole, identidade. Mas tenho a sensação de que muito de mim já nasceu comigo.
O que ainda me faz arregaçar as mangas pelas minhas causas? Pelas causas que não escolhi escolher?
Atraio-me mais por uma cor, um estilo musical, ideologia, orientação sexual… Argumento sobre ideias que não escolhi ter, combatendo as ideias do outro que tampouco deve haver escolhido as suas.
Soa-me a hedonismo… Mas busco-me satisfazer com recreios que não optei por obter prazer.
Que vaidade tão estranha!
Eu nem se quer devo escolher pensar que não escolho...
Já pensou?!
Não estou pedrada!!!
Filosofia de boteco. Não manjo de psicologia!


